sábado, 27 de julho de 2013

There's nothing to tell!...

As palavras cruzam o espaço entre meus pensamentos em milésimos de segundos. São jatos de fel espalhados pelas paredes de uma mente ardorosamente utópica, doce mas ainda ressequida por sofrimentos antigos. A dor é iminente, toma forma e sabores distintos que teimam em derreter em minha língua tal como ouro no fogo. Incerteza, incapacidade de agir, de ser, de continuar vivendo. Escrever consigo. E é o que preciso fazer, para não enlouquecer.

Por que esse líquido azul chamado "ESPERANÇA" teima em ficar brilhando no fundo de minha garganta? Tentei engolir junto com a fé e a crença, mas agarrou-se de tal forma criando uma ferida, incurável, sufocando-me... novamente. Esfrego impacientemente com a escova mas a língua continua manchada. Vou acabar me rendendo a esse brilho de onde vejo emanar o pouco de força que ainda me faz prosseguir. Escreverei. Não com o intuito de que leiam, mas para que, no futuro, saibam exatamente como sinto-me AGORA.

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