... E à minha mente não vem nada. Olho pro seu rosto de proporções minúsculas e não penso em nada, nem no quanto te amo, ou mesmo no amor que invade esse meu peito de forma grandiosa e que me deixa perplexa. Não, não consigo pensar em nada.
Não lembro da dor que sentia toda vez que imaginava que você não chegaria. Não lembro das horas angustiosas de apreensão que puseram sua vida em risco quando ainda eras uma doce esperança pra mim. Não lembro sequer das formas que usava veementemente pra lembrar-me que estavas aqui, junto a mim, sempre. E que estavas bem. E que chegarias a qualquer momento.
Quando olho pra você não lembro das doçuras dos sete meses antecessores a ti. Nem das travessuras a que fui submetida, ou mesmo as que te fiz passar.
Quando te enxergo, só o que vejo é tua boca pequena que suga com vigor a fonte de tua vida que emana de mim. Suas gengivas tão perfeitas, mais do que perfeitas, que sem um dentinho a feri-las abrem-se pra me chamar com um som nunca antes imaginado. Seus olhos grandes e anuviados, curiosos por tudo que te rodeia enchem-me de uma alegria indizível, e me fazem chorar. Só consigo ver sua bochecha vermelha e saborosa, capaz de me fazer ficar horas com os lábios pregados nela. Não, sem beijos. Só pra sentir a textura de sua pele de algodão.
Só consigo ver teu queixo pequeno, pontudinho, que permeia e dá forma ao teu rosto; caminho de encontro à felicidade.
Vejo a necessidade que tens em me ter por perto. Analiso o tempo, a temperatura, seu estado, suas carências, e te defendo assombrosamente com minha vida, minhas idéias, meus conceitos pra te ver feliz e em paz.
Tudo fica pra trás.
Quando te vejo, Felipe, só enxergo VOCÊ.
Eu te amo.
Pra sempre.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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